2012/03/03

Definições surreais ou da solidão num relógio

Desconheço Autoria



Solidão é um relógio anda vagarosamente. E quando você o olha, parece que o tempo não passou. E isso acontece quando o seu mundo já não é tão grande quanto pensavas que fosse. E não cabem mais neles nem aquelas parcas esperanças. Nada te completa. Nem você. É quando o teu coração, já pequenininho, sussurra que, de tudo o que idealizaste, pouca coisa realmente se concretizou. E agora você está sozinho, cercado pelas quatro paredes da tua alma cansada.

A única coisa desejável seria, então, encontrar aconchego no colo de alguém. Ou no seu mesmo. Porque solidão pode ser consentida. Você almeja se encontrar, para re-colorir as paredes de um tom menos saturado, ou sair do preto e branco.

O relógio quase parado. E você fitando-o. Numa estagnação agonizante.


Para mim, isso é solidão: cansaço, prisão... imobilidade.

2012/02/11

Definições surreais ou da falta que não se quis

Desconheço Autoria

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Saudade é uma criança levada que bate à porta e sai correndo. E isso acontece quando você pensa com carinho no outro, relembrando os momentos juntos, que em silêncio permaneciam, deixando o azulado do céu pintar os sonhos. E, enquanto você vai desenterrando tudo isso, pergunta-se se talvez ele não poderia estar ali, à sua porta, pensando também...
E, querendo re-viver tudo isso, você sai correndo, na esperança de se-lo. Porém, quando abre, depara-se com as mesmas rosas murchas, o mesmo banco e o mesmo portão, que há tempos deixou aberto... e ninguém. Então você o fecha, enxuga lágrimas e recoloca as lembranças nos seus devidos lugares. Daí volta a fingir que sabe viver uma vida distante de quem gosta.
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Para mim, isso é saudade de quem se foi: levada, sorrateira... e triste.

2012/01/28

Definições surreais ou estar em brasas sem sentir

Sun Flower Flames - Ross White


Paixão é um fogo que te queima sem ser percebido. E isso acontece quando a intensidade dos sentimentos é maior que a realidade vivida. É quando se quer mais do que se tem. E você fica tonto, bobo, embriagado de desejos, querendo que sejam saciados naquele momento. E, quando um termina, outro desejo já vem à tona, mal esperando para recompor-se. Paixão enlouquece os românticos. Faz pensar no impossível, e fazer de tudo para torná-lo concreto. Não mede conseqüências, que podem ser desastrosas quando vividas apenas de um lado... e você deixa de viver sua vida, em parte, para pensar, planejar e querer se completar no outro, instantaneamente. E, na vivência de dias e horas que não esperam, o agora torna-se prioridade, e o tempo, um inimigo, porque rápido passa.

Para mim, isso é paixão: impulsiva, imediatista... arrebatadora.

2011/11/06

Sobre os inícios

Desconheço autoria

.Sinto-me menina com frio esquecida no parque, quando todos se foram e já não há mais o palhaço, os brinquedos a rodar, o algodão doce... É noite e não sei para onde ir. Cheguei cedo, mas não sabia que ao final seriam apenas um homem retirando sua pintura e o outro desligando as luzes da roda gigante. O carrossel parado, o pipoqueiro ao longe... é triste essa cena de solidão. Onde está o homem dos balões, onde compro mais ingressos? Será que o tempo de diversões dura assim, tão pouco, que a felicidade se extingue quando as luzes se apagam? Não seria melhor brotar um sorriso pelas lembranças da corrida atrás de uma fila, do tempo de espera, do frio na barriga? Há coisas que não podem ser ensinadas, cada um interpreta à sua maneira. Não sei por que me esqueceram por aqui. Não sei se irão lembrar... Mas espero quieta.


Há um amanhã, e junto com ele, um recomeço, onde eu posso tentar tudo, tudo outra vez.


E amanhã cedo chegará o homem do balão, com novas cores, a esperar pelas crianças, acordarão os monstros do trem-fantasma, a assustar os meninos, despertarão os cavalos, a girar incansavelmente... amanhã de manhã eu vou ser a primeira a inaugurar a minha alegria e a estar aqui vendo, de perto, que a felicidade também está no prefácio das coisas.

2011/08/27

Sobre o foco, a semente e coração

Field of love nature - Desconheço autoria


Às vezes podemos mudar o foco, por um instante, dos nossos objetivos, afinal, são vários os sonhos que nos movem e nos impulsionam a continuar. Antes eu mirava um deles, hoje, já prefiro investir tempo e força de vontade em outro. Mas não que tenha esquecido, é que gosto de pensar que, enquanto buscamos um, o outro nos persegue. A felicidade é a junção desses sonhos realizados, mas também pode ser o processo. Sou feliz enquanto invisto o meu tempo em um objetivo maior. Sou feliz quando penso que, no fim de tudo isso, o quebra-cabeças vai se juntar e tudo vai fazer sentido. E eu vou entender até os motivos mais bobos e porque, alguns deles, demoraram tanto para acontecer. Planto hoje uma semente, mas nunca me esqueci de todas as outras que guardo no bolso, ou que já plantei. Não devemos explicações a ninguém, a não ser para o nosso coração. Só a gente sabe o que já cansou de plantar, o que já cansou de regar, e percebe que é hora de mudar, justamente para que aquela semente, a seu tempo, floresça. Não é perda de tempo mudar o foco enquanto a terra dá o seu fruto. Então planto mais aqui, mais ali, e, na estação que lhe aprouver, as coisas vão acontecer.


Eu não esqueci o amor.
Eu não esqueci de ser grande.

É que essas sementes eu já plantei.


Junto com essa mudança de foco, que eu jamais esqueça de, por vezes, virar um pouco a cabeça e, de soslaio, olhar para trás com o coração ardendo de expectativas, para ver se algo já mudou.
Um dia a vida surpreende, e tudo vai estar florescido.

2011/07/21

É fato

Ainda que tudo diga o contrário, que não vejamos nada diferente à frente, e nos frustremos com pessoas e situações. Ainda que, de súbito, uma sensação de perder-se queira tomar o lugar dos nossos sonhos mais bonitos, e o destino incerto e implacável seja um gigante. Ainda que sejamos engolidos por tudo isso, não podemos ignorar: por dentro, um restinho de algo que acredita nos afaga o coração e diz: 'calma, vai ficar tudo bem.'

2011/06/05

O tropeço numa caixa

Limone/Itália

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Se eu pudesse guardar qualquer coisa numa caixinha, eu guardaria os meus tropeços. Isso mesmo, eu guardaria as minhas quedas, as desilusões, decepções, perdas. Colocaria cada um desses acontecimentos lá justamente porque, se o meu caminho é o que é hoje, se eu sou essa pessoa, não foi porque trilhei um caminho suave, sempre florido, ameno e constante. Não, não foi esse caminho que me trouxe até aqui. Não foram as flores que me moldaram, tampouco os dias ensolarados. Foram as pedras que me fizeram ter um passo mais firme. Foram as tempestades que me fizeram contar só comigo, até a chuva passar. Foram os espinhos que me feriram, mas que cicatrizaram e hoje eu sou resistente. Foi o tropeço que me fez olhar com mais cuidado e adiante. Foram os buracos que me fizeram ser mais atenta. Foi tudo isso que me fez chegar, lapidou.

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Guardo também os momentos bons, mas, quando olho atrás e lembro tudo o que já passei, justamente porque o caminho não é dos mais belos, abro um sorriso, não de canto de lábios, mas largo, porque o amadurecimento também vem da queda. Sou mais forte depois de uma luta. Sou inteira, ainda que tenham pedaços de mim pelo caminho. Se eu pudesse, eu guardaria os meus tropeços no mesmo lugar das conquistas. Porque é a cada pedra, tempestades, espinhos, tropeços e buracos, que eu descubro um novo jeito de existir.

2011/04/10

Igualmente diferente

Ele e Ela!! - Manuel Madeira (olhares.com)

Dia que amanhece nublado. O bocejo do cão amigo. O cantar de pássaros. O gato lambe seus pelos escuros. O som da chuva. O jornaleiro que anda solitário. Pessoas apressadas ao trabalho. Confusão nas folhas da árvore úmida em frente à janela. A brisa que infiltra sobre os poros, dia frio. As perguntas que também acordam, e a necessidade de responde-las. Dúvidas que me cercam logo quando desperto. Certezas que me preenchem ao findar do dia. Dia corriqueiro, preguiça em levantar. A rotina que imprime impaciência. O bom dia. O sorriso que não vem. A dúvida no olhar. O telefone calado. O coração que grita. Um pensamento qualquer de que tudo isso é transitório e apático..


Tudo aparentemente imutável e eu aqui, com uma vontade de ser preenchida de sonho e de verdade, de cores de menina e de mulher, de amor e de singularidades.


Estou inundada de vésperas.

2011/03/20

Sobre a sensibilidade

The way you see life

Ando sensível, e não sei se isso é bom. Ando valorizando as pequenas coisas do dia, ando com uma sede imensa de aprender coisas novas, conhecer pessoas diferentes. Digo sensível porque as coisas mais simples me dão uma lição. Curto cada conversa com os amigos, com os novos conhecidos. Tornei-me mais observadora, mais crítica (mais do que usualmente sou, e não é pouco). Comecei a querer ver mais sentido nas coisas, a entender o que eu pensava que nunca fosse entender, sobre acontecimentos da vida. Comecei a pensar e a me preocupar mais comigo, com meus sonhos. Sensível, não carente, porque tem um abismo entre um e outro. Passei a querer concretizar o que sempre pulsou por dentro, independente de quem esteja ao meu lado. Não é ser individualista, mas tenho que primeiro ser feliz eu e eu mesma, para depois poder partilhar isso com o outro. Não preciso mostrar conquistas para ninguém, porque elas são internas, e poucos são os que têm sensibilidade para perceber. Cada um é que sabe o que um dia já foi, e em quê conseguiu se tornar ao longo da caminhada.


Ando sensível e digo que não sei se isso é bom porque quero que as pessoas ao meu redor também sintam isso. Quero que pensem grande, sonhem coisas impossíveis hoje, cresçam, porém percebo que infelizmente são poucas as que estão dispostas a isso. E isso me deixa impaciente. Por que são assim? Por que são médias? Perguntas que, certamente, não cabe a eu responder. Não sei se é bom querer contaminar as pessoas com a minha sensibilidade. Como convencê-las de que as coisas simples têm um valor imenso? Será que deveria mesmo me preocupar sendo que elas simplesmente não querem? Às vezes só a vida para ensinar.


Andar sensível assim ultimamente tem me ensinado muitas coisas, tem me feito sonhar um sonho mais bonito e com um final diferente. É libertador ter me tornado isso. Sei que é uma fase, que vai passar, mas, enquanto estou nessa maré, quero extrair dela o máximo, o todo, para depois seguir mais leve e com um olhar distinto sobre o que há de vir. São esses momentos de sensibilidade que fazem a vida e o ato de existir, sonhar, partilhar, crescer, e tantos outros verbos, motivos e por quês valerem a pena. E eu estou muito feliz com tudo isso.

Uma felicidade sincera.

2011/03/02

Quando o amor chegar

Words of love - by *oprisco (oprisco.com)

Quando tu trouxeres o teu amor, traga-o por completo. Traz o teu sorriso doce, mas também a tua lágrima de incompreensão quando o teu chão cai. Traz o teu carinho singelo, mas também os espinhos do teu mundo. Traz a urgência das horas, a tua palavra seca ante o medo, o teu silêncio quando a dor fala mais alto. Traz o teu passado, sim, ele é importante, e me diz muito do que és hoje. Traz todas as tuas cicatrizes e não me esconda nenhuma delas, conte-me cada história, o porquê, cada razão dessas marcas na tua pele, no teu coração. Traz que eu vou ouvir, eu vou ouvir como quem decifra o inesperado, o novo, como quem quer ir mais longe do que a palavra, o abraço, o beijo, além. Mostra-me sem receios, porque sei que há de ter muito mais de mim do que penso nas frestas, nos vincos, nas dobraduras da tua alma, e isso é bonito e único. Portanto, traz o teu amor simples, puro, aberto e, sem medos, sem esconderijos, coloca-o diante dos meus olhos e encosta no meu peito os teus dedos, os teus temores e a tua verdade, porque o amor que eu quero viver precisa ser inteiro.

2011/02/22

Do amanhecer

Thaline - Londres - janeiro 2011 - Just thinking

Acordam comigo os desejos, as idéias, alguns sonhos, uns temores, vários questionamentos, um punhado de felicidade, uma pitada de inconformismo, um bom sorriso, incontáveis vontades, muitas palavras para definir-me, mas o amor... o amor... esse adormece.

2011/02/18

Traduzindo.me

Thaline (Paris - janeiro/2011)- o pensamento se esvai

``Tentou num último esforço inventar alguma coisa, um pensamento, que a distraísse. Inútil. Ela só sabia viver.``

Clarisse Lispector

2011/02/09

Novidades

FCor - Olá mourisca (2) - www.olhares.com
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Precisando de novos rumos, um novo horizonte, um novo motivo para continuar a caminhada.
E querendo muito que a vida me sorria durante esse processo.

2011/01/20

O Caminho

Londres

Se já existe um caminho traçado, então qual é a próxima curva?

2010/11/09

Sobre um querer

Diego Freitas - Unopen (olhares.com)

Cansei de paixões avassaladoras, de perder o fôlego e bambear as pernas e não saber mais pensar em nada. Quero um sentimento que vá nascendo devagarzinho, na tranquilidade da palavra, na sinceridade do sorriso, na certeza das horas, na boca de quem diz que gosta e é de verdade, vem de dentro, pulsa no peito. Quero algo que me impulsione a fazer planos, a mudar rotas se for necessário, a arriscar um passo a mais, ou talvez a dar um passo para trás. Quero pedir desculpas quando errar e não ser mal interpretada por isso. Quero também desculpar sem guardar mágoa, sem que a cicatriz fale mais alto do que o carinho. Quero não criar expectativas nenhuma para não me decepcionar, e sim, me surpreender. Porque o amor é assim, leve, pequeno, e vai se tornando um gigante, engole a gente e de repente eu sou o meu avesso, melhor e mais tua. Amor quietinho que começa no abraço e cresce pra não caber mais no mundo. Porque ele nasce assim, sendo plantado, cultivado, cuidado, desejado... daí nos surpreende, mas logo depois a gente entende e se entrega, porque é recíproco, é plural, e porque dessa vez vai valer a pena.

2010/11/06

Poesia - Reynaldo Jardim

O desafio de Gabriel
Reynaldo Jardim

O arquiteto é o engenheiro
da beleza funcional
que tem, como medida
padrão, a vital dimensão humana.
A pássara arquiteta o
ovo em sua forma exemplar
e limpa e pura, portanto,
bela. A lagarta arquiteta
o casulo, onde nascerá
a vida colorida, esvoaçando
seus azuis. O cupim arquiteta,
enquanto constrói seu
megalítico edifício com
milhares de compartimentos
e labirintos infindáveis, intricados,
que só ele decifra, percorre,
corre e ama.
A aranha-arquiteta teia, o
aranhol, moradia e armadilha
geometricamente desenhadas,
resistentes a chuvas, vendaval,
maldade humana.
Deus, arquiteto e engenheiro, em
seis dias arquitetou e construiu o
universo que, apesar de muito
antigo, ainda funciona
razoavelmente bem.
O homem arquiteta pontes,
monumentos, casas de morar e
trabalhar e morrer e orar.
Os outros animais, rastejantes
e voantes, mantêm o mesmo
estilo sempre funcional e belo.
O homem ainda não encontrou
o abrigo ideal para o
sonho e a vida, apesar de
inventar, a cada dia, formas
diversas para ocultar o
desassossego, tumulto e desespero.

2010/11/02

Da dor que ficou

José António - ID-37 (olhares.com)
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Quando tu foste, habitou em mim uma dor. Em mim ficou aquela lacuna, como uma ferida que emerge dia a dia ainda mais forte, e lateja, e incomoda. (já faz tanto tempo, né?). É que a nossa cumplicidade era grande, o nosso carinho, saber com qual palavra tu terminarias a frase. Sabíamos de nós. Sabíamos de um sentimento bonito. Tu foste e eu, precisando seguir outro rumo, me vi assim, com essa dor toda... e os dias foram passando, a tua falta crescendo, e eu precisando de uma rota diferente daquele caminho que traçavamos. Mais um dia, mais uma espera, mais um vácuo. Até que, no lugar dessa dor, nasceu uma saudade, talvez até maior do que a dor, para ocupar o lugar, tomar conta de tudo. E eu me vi diferente. o mesmo carinho. as mesmas lembranças. a mesma memória que guarda o teu nome e te procura. Porém livre, sabendo do destino que não erra nunca, até para separações. Hoje não sei mais em que pensas, se pensas em mim, ou no que vivemos. O tempo passa, as lembranças ficam espaçadas, e tudo vai se esvaindo... não sei mesmo, mas procuro viver com o que foi bom, o que nos fez ser melhores, até quando nos foi permitido.
Difícil, porém necessário.
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A dor é, em algum grau, libertadora.

2010/10/06

A pena - que é o desejo -

Sara - Feather me


Tecidas as horas de mais um dia, eu sou um corpo que despe-se das monotonias e rotinas e queda sobre um lençol emaranhado. quieta. permaneço. um desejo, como pena, balança no ar, não sabendo para onde vai, e tampouco se importa com isso. não há mais. vai para lá e para cá e o meu corpo é um peso do fim do dia. repleto de faltas. de medos. de dúvidas...

Suspenso no ar, percebo que procura um lugar para se recostar. mas o meu corpo é o peso. o peso e o sopro de quem cansou-se das horas. não há mais. uma lágrima se forma no canto do olho e escorre sozinha e desprendida até o travesseiro. já não sei se me importo. no corpo e no peso e na solidão desse momento, muita coisa é efêmera. talvez essa lágrima quisesse definir algo, mas é apenas mais um desses pesos. o meu corpo, as horas, o silêncio e uma lágrima. não há mais. percebo que a suavidade do desejo, a pena, escolhe cair perto de mim, ao lado do travesseiro. lentamente levo a mão direita até ela e agarro-a com uma força de quem não quer deixar se esvair essa ponta de algo que pode reascender qualquer chama. agora somos nós: o meu corpo, as horas, o silêncio, a lágrima incompreendida e um desejo capturado que, refém dos meus dedos, quer rende-se, na ansiedade de transformar -se logo em ternura, em palavra, em amor.

e inundar.me.

2010/09/14

Fato

Nuno Chacolo - Storm Days (olhares.com)

''Não tenho nada a perder, a não ser ilusões.''

(Maritza, do sucrilhos-e-bigornas)


2010/09/11

26 anos

Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto...

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Trecho de O Tapeceiro - Composição: Stênio Március

=)

Foto: desconheço autoria