2006/02/16

Sobre lidar com lembranças

"Os seus passos confundem-se com a escada, início e meio, atropelo, marasmo, cansaço, sinta que tudo completa uma fase indispensável, uma direção ainda não definida, há degrau para tanto, para reconhecimentos. Ruínas de outros tempos apenas no resgate de lembranças merecidas."

Leila Lopes

Concordo mesmo com tudo isso. Se as lembranças deveriam ser o que de melhor habita em nós, no sentido de fazer com que um sorriso brote da face, por ter vivido algo da melhor maneira, de que vale desenterrar aquelas memórias de dor, lágrimas e faltas do que não se teve?

Tudo bem que nem sempre o vivemos intensamente, mas valeu a tentativa, o esforço... agora, ficar remexendo uma ferida de perda ainda mal cicatrizada, vale mesmo a pena? Sei que nos completa, ainda que momentaneamente, aquela autoflagelação consentida, mas, e o depois? E o incômodo até que volte a se recuperar?

Não sei, já cultivei muitas coisas doloridas, e já as reguei com muitas lágrimas. Mas hoje, prefiro acreditar e viver esperando que desabrochem apenas aquelas que me acrescentem esperança, que me encham os olhos, e o coração.

E as outras, que só machucam, não me fazem bem e me impedem de viver o melhor da vida, prefiro deixar que sejam levadas. Pelo vento... pelo tempo... por qualquer coisa.

Imagens de Paulo Medeiros.

O texto todo da Leila, aqui.

2006/02/07

Da série: E você, o que acha ?


Desconheço autoria

"Giles e Isa Olivier, Clarissa e Richard Dalloway, Mr e Mrs. Ramsay, nenhum dos três casais alcança a união total. Exceptuado o amor físico que não passa da satisfação do instinto de procriação, não pode haver amor feliz.

Desemparelhados, solitários, o homem e a mulher perseguem isoladamente o seu sonho sem se reunirem de outro modo que não apenas entre os actos, e defrontando-se para sempre um ao outro.

Longe de quebrar a solidão fundamental do ser, o casamento torna a do outro maior. É uma falsa saída, uma porta enganadora para a liberdade, e o mistério continua total: «Ali está um quarto, acolá outro», ali a mulher com as suas necessidades, os seus desejos, e acolá o homem, não inimigos, mas estranhos semelhantes a dois círculos que nunca podem coincidir por completo.

Seja o que for o amor, nunca se chegará a formar um único ser indivisível e imenso, nunca há senão dois indivíduos, pequenos e separados."

Virginia Woolf (Relógio d'Água), Monique Nathan (pág. 54)

Peguei daqui.

Sua vez agora. :)

2006/01/27

Esperar para ir

Ao invés de ficar dando brechas a tantos por quês, preferi, por esses dias, apenas escancarar as janelas e admirar o tempo passar.

Eu preferi ficar observando um pouco as flores, os pássaros, as pessoas...

E fitei os olhos no horizonte, me certificando de que é para lá, ou melhor, para além dele, que quero voar quando minhas asas crescerem um pouco mais. E essas flores desabrocharem...

Elas disseram que querem me assitir.

Então eu espero. Por nós.

............................................................Pilar Mendes Dias

2006/01/18

Relatos de Mar


A água salgada lambia os meus pés e eu me apossava de cada um dos grãos de areia que ela trazia, como se fossem minhas molecagens e inquietudes resumidas em pequenezas, numa tarde que anoitecia mais cedo do que desejava, revelando, imaturamente, o beijo da lua no mar.

E, enquanto me concentro na onda, lembro de cada sentimento que gostaria que fosse real agora, mas a onda vinha, e arrastava consigo todos aqueles grãos, juntamente com as palavras que gostaria de dizer naquele instante de pensamentos sorrateiros.


Eu, meus sentimentos e as ondas, enquanto fitava o olhar em mais uma casualidade, vindo, de mansinho, apagar aquilo que não tive a chance de viver...


E, naquele ir e vir, naquela branca espuma que se refazia a cada nova crista, eu, por letárgicos instantes, me encontrei sorridente e cabisbaixa, triste e feliz, esperançosa e pessimista, menina e mulher... Enfim, dúbia de si.


E nada fiz por isso.

Apenas deixei-o, repleto de imprecisões, enquanto, em silêncio, esperava pelo transbordamento daqueles grãos, como se os desse a responsabilidade das minhas questões agora tão intensas quanto o quebrar incessante e violento das conchas nas pedras encharcadas de mar.

Imenso. Simples. Único. Como os meus desejos e sonhos...


é isso.

2005/12/31

2005 - 2006


Waiting For nas areias de Fortaleza :)

Um ano novo repleto de oportunidades e realizações a todos os que passaram por aqui e deixaram suas palavras.
E para os que, por qualquer motivo, silenciaram.

Obrigada pelo carinho.
Sempre.
;)

2005/12/13

Lugares pertencidos


Nelson da Silva - Silêncio

Não pertenço a outro lugar, que não a esse onde ficam as brechas que o tempo e o destino vão moldando por entre as questões ainda não respondidas, (por entre) as interrogações que pairam no sôfrego minuto de não saber. Me. Não pertenço à outra parte de mim, que não a esse pequeno espaço onde descubro ser, de pouco em pouco, das miudezas de um desejo insaciado, que as coisas vão de moldando conforme devem ser, conforme sempre deveriam ter sido.

Mesmo que algumas não dêem certo, não sejam como sempre desejei, ou que o os meus olhos não alcancem a beleza ímpar das bromélias, é nessa brecha, entre o acaso e o anseio por algo novo, o lugar o qual pertenço.

Lugar de sentimentos e palavras ainda sem forma, mas onde, a cada amanhecer, consigo lembrar das memórias um dia timidamente vividas, e das esperanças daquilo que eu ainda vou ser.

2005/12/06

Tempo de colchas


Geoffroy Demarquet

Como nas horas que passam desapercebidas, ou como nos dias em que as improbabilidades se demoram, preciso de um tempo para lidar comigo. Digo preciso, porque é nesse espaço em que tento ordenar os pensamentos, e é nele, também, que estão guardados todos os relicários que fui montando, enquanto à espera dessa outra de mim estava.

É nesse tempo que costuro uns retalhos de sonhos com outros de dúvidas, e acabo sempre por findar numa colcha em que estão registradas todas essas inquietudes de ainda não saber-se menos pequena, juntamente com os medos e esperanças de adivinhar-se grande demais para caber em si.

Costuro e refaço tudo de mais inconstante enquanto, ao meu lado, sinto a presença de um coração secretamente calado e paciente que, amedrontado e tímido, se esconde, todas as vezes que tento lhe mostrar o resultado daqueles tantos silêncios atemporais.

2005/11/27

A Casa, o Céu, e Eu


Jorge Garcia - A casa da memória

Deixo, agora, que o tempo desenhe as tardes, sem interrompê-lo mais em seu compasso impreciso. Sem questioná-lo exaustivamente sobre a realização dos meus desejos mais disformes. Deixo o tempo, enquanto vou escrevendo umas palavras sem sentido, ou meramente soltas, assim como estão todos os sentimentos aqui dentro.

E, tendo comigo aquela absurda certeza de que as ilusões agora pairam, como leve poeira, naqueles sôfregos minutos de dúvidas e mistérios, recosto a cabeça num apoio qualquer dessa casa sozinha.
E permito me re- ou in- terpretar, umas vezes, menina imatura, noutras, mulher de certezas: essas duas novidades, que agora me preenchem de diferentes perspectivas...

Finalmente. Então.

..............................s...

........................n...........b...

...................a.....................o...

...............r..............................r...

..........T......................................d...

.......................................................o...

Sob um céu recoberto de inexatidões.

2005/11/18

Olhar


Sophie Thouvenin - The street

Inventei olhos de verão, onde as coisas são preenchidas por um colorido intenso, mas que ao mesmo tempo não ofuscam. Olhos de dúvidas, mas também de inquietude pelo que está por vir nos dias em que me torno incapaz de traduzir sentimentos em palavras.

Inventei esses olhos para não ser mais apenas uma alma que anseia por amar, mas para ver as coisas diferentes, ainda que agora pareçam pequenas, sob um novo prisma, em que se tornam tal qual o meu desejo, ou bem maior do que eu poderia imaginar...

Inventei olhos de novidade, mas eles não piscam, de tão encantados com a cor da felicidade que nasce e morre, nasce e morre e míngua num coração de primaveras e outonos, ou verões e invernos, não sei. Coração sem estações definidas, mas que, a cada amanhecer, se descobre maior ainda, a ponto de mal caber no vasto espaço dos meus sonhos recém-nascidos.

2005/11/07

Os primeiros dias eram lilases


Davisu - Hojas Lilas

Eram lilases aqueles dias que eu me imaginava brotando nuns braços de paz, que me trouxeram aconchego e harmonia. E, à medida que a tempestade se apaziguava, abriam-se as janelas que agora apenas lacrimejavam gotas da chuva de ontem. Tão simplórias. E sutis.

Naqueles doces dias de céu rabiscado por finas nuvens, não existia mais tormenta, tampouco a solidão, que agora cabia entre os dedos, de tão pequena e inútil...

Durante aqueles dias eu sorri um sorriso de inocência, e ouvi, naquela voz, uma melodia singular. E, ao redor, a batida dos nossos corações, que se esqueciam de tudo o que pudesse causar impedimento de desejos. Ele me mostrava seus sonhos, e eu me encantava com a delicadeza de suas marotas novidades.

Lilases eram aqueles dias que eu pensava estar começando e me deixando amar.

2005/11/01

2005/10/24

Ainda que. Ainda assim.


Bjoern Oldsen

Ainda que eu pudesse decifrar os silêncios que, lentamente, vão lapidando a memória, não poderia esquecer-me daqueles sonhos que um dia me mostraram amplitude...
Ainda que desabrochasse em pétala suave, regada pelo orvalho de uma noite tênue, não poderia apagar aqueles transbordamentos em novidades...
Ainda que a mesmice dos dias me revelasse a suavidade do tempo e a beleza dos pássaros, não apagaria as pegadas de arrependimentos e aprendizados que me fizeram chegar até aqui...
Ainda que um tempo de calmaria pousasse sobre a pele, ou o destino me revelasse uma paixão estarrecedora, que me permitisse tocar o etéreo e o fugaz...

...Ainda assim escutaria, perfeitamente, o lento bater de um coração cicatrizado, que se aconchega e reinventa os dias por detrás do leve peso dos seios.

2005/10/17

Depois da Curva


Daniel Cody

São as curvas que me fazem ter esperança de novos caminhos. Mas, ao mesmo tempo, temo-as, porque, enquanto indicam transição a um novo momento, outras vezes me amedrontam, pois podem machucar.
Mas foi bom passar por todas as curvas até agora. Está sendo.

Não sei bem o que vem depois de mais essa. Mas gostaria que fosse uma paisagem ainda incerta, mas com menos por quês, e mais sonhos realizados.

E você? O que acha que tem depois da curva? Ou melhor, o que vc QUER que venha depois da curva?

.

2005/10/10

Verdade não dita ou Mudança ir-reversível


Júlio César Ferreira - Banco de jardim

Quando da verdade que precisa ser dita olho a olho, cara a cara, decidimos, algumas vezes, deixar que o tempo dite o caminho certo a ser tomado, talvez para não ter de arcar com tamanha responsabilidade. Mas é angustiante ter de se conformar com silêncios, quando se queria tudo simples e claro. O se habituar com palavras que não vêm, seguidas de atitudes também confusas, instiga-me a simplesmente continuar sem querer saber das respostas.
O inevitável, então, grita aos ouvidos, desejando que não viva de interrogações, e uma ilusão alimentada por talvez ou quem sabe: ácidos que corroem desejos e esperanças...

Entristece-me ter de ocultar sentimentos simplesmente por que decidiram que vai ser assim, e eu não fiz parte disso.

O que resta, então, é um banco solitário, o final da tarde, o sol despedindo-se de mais um dia abafado, e eu, pensando no que poderia ser re-feito.
Mas não adianta. Outras coisas agora fazem sentido. Enquanto muitas, de estagnadas, tornaram-se irreversíveis.

2005/10/05

Do que não faz mais sentido ou Dias que não são bem-vindos


Cristina Carriconde

Quando um dia triste vai se moldando na minha janela, eu me lembro das coisas que perderam o sentido na minha vida. Acho que a partir do momento que a vontade de estar só é maior que o prazer de uma companhia, ainda que momentânea, já não vale mais a pena esperar por algo incerto e vago. O dia vai nascendo e eu fico tentando fazer com que nasça em mim aquela menina paciente, que desabrocharia, de tão simplória crisálida, a tons de plenitude, com asas a admirar novas paisagens, pores-de-sol, horizontes...

E, enquanto me esforço para isso, acabo por abstrair as interrogações desse dia que ainda não sangrou todas as amarguras, ainda não mostrou todos os obstáculos, ainda não chorou todas as dores de solidão...

O dia triste vai se revelando e, ao mirar mais um sol de calmaria, posso perceber no peito o palpitar desconcertado de um coração que tenta entender e se conformar com essas perdas.

Não há sentido. Em muitas coisas. Mais.

2005/09/26

Eu e o Amor, sempre o Amor: Eterno Paradoxo


Pedro Gomes - Presa nas riscas

Eu fico tentando relembrar aquelas vezes em que a ilusão de que as coisas que eu queria pudessem ser concretizadas. Mas, ao mesmo tempo, eu não sei como, nem onde, nem por quê ando pensando nisso. E dessa forma. Hoje, é como se eu preferisse a realidade estampada na cara, ainda que me entristeça, a ficar rodeada de outras coisas que não me deixam dar um passo, como a certeza de um sentimento...

Eu adio o meu gostar, e deixo pra depois o meu amor... Desvanesço.

E, com isso, eu permito que a vida vá me mostrando, aos pouquinhos, como sempre deveria ter sido, umas coisas mais importantes do que essas ilusões agigantadas. E acabo sempre naquele paradoxo: eu, tentando me aninhar numa escuridão qualquer, para aprender com o silêncio, e o meu corpo, insistindo em amar.

2005/09/20

Últimas, penúltimas, antepenúltimas...


Jorge Garcia - Ondas de paixão

Ultimamente eu prefiro pensar no que não poderia ter sido se eu não estivesse pensando assim.
.

E você, no que tem pensado?

2005/09/14

Janelas da alma ou Semi-cores


Antônio Manuel Pinto da Silva - Cores do Outono

No quase entardecer, justamente naqueles instantes pouco prováveis e abstratos, porém supremos, nos quais lembramos que a noite está por vir, e com ela aquele sempre retorno ao preto e branco e à masmorra dos silêncios in-traduziveis, ou que pensamos em improbabilidades... É justamente nessas horas em que rogo por alguma sabedoria para driblar o inconstante e o acaso, como se fossem os únicos de uma mente absoluta porém insana. E o fato de não me sentir bem com as situações, ou adversidades, ou obstáculos que impedem sossego, não tem feito com que acredite apenas em talvezes.
E, já me sabendo ancorada nas linhas do destino, esse não sei quê a me consolar, é que escancaro as janelas diante da parca tarde, contemplando o horizonte semi-colorido dos meus desejos.

ps: Obrigada àqueles que compareceram no dia do meu aniversário! ;)

2005/09/11

Meu Aniversário


Thaline - 6 anos

Ééééé menininhos e menininhas, essa que vos escreve já foi assim, uma gata!
Mas o tempo vai passando né... fazer o quê! :P

Mais um aniversário que tem, nos olhos, ainda dúvidas, temores, mas também o aprendizado e o amadurecimento. Mais um aniversário em que coloro o céu de esperança por mais um ano em que os sonhos re-começarão, ainda mais belos. E o meu desejo é que a poesia nunca se acabe em mim, florescendo a cada nova vontade de traduzir-se em palavras. E que os meus braços estejam sempre estendidos para o abraço da lua, o beijo do sol... e os meus olhos sempre abertos para novas descobertas.

Que esse dia 11, em que completo 21 anos, reinvente tudo aquilo que fui, que sou e que serei.

Yeahhhhhhhh!!!

2005/08/31

O fruto proibido


Antônio Manuel Pinto da Silva - Uma simples maçã

- Quer um pedacinho, Adão?
- Mas é pecado, Eva!
- Pecado é deixar apodrecer.


-FFF-

eheheheehehehehehehehehehehehehehehehehe
¬¬
;P

2005/08/30

Para Ela

André Luís de Almeida - Miolo de flor

Menina de 5 anos levanta os olhos da folha onde desenha e pergunta:
- Mãe, o que é amor?

- É uma coisa imensamente boa, a melhor coisa do mundo, não se acaba nunca, é cada vez melhor, deixa a gente feliz, feliz, feliz, faz bem. É tão bom que a gente nem consegue explicar, só sentir.

- Mãe, amor é tu?


By Ticcia

Para homenagear a minha. Que faz aniversário hoje.
E dizer que eu sou completamente apaixonada por essa pequena grande mulher. ;D

Yeahhhhhhhhh!!!

2005/08/15

E.s.p.e.r.a.r = C.a.n.s.a.r.-.s.e


Sombra de prata - Amor à vista

Esperar causa transtorno. Confusão. Cansaço. O estranho não é você acordar e viver mais um dia esperando pelo que quer, fingindo não estar preocupado quando, na verdade, está tão ansioso que só pensa na concretização dos teus desejos. Mas é a vida não te dar, ou não devolver o que te pertence, sem te fazer refletir muito para não errar de novo, nos mesmos lugares.
Esse aprendizado forçado, esse tempo que não passa, esse perguntar se essa aflição consentida vale mesmo a pena... Isso é que é estranho.

Mas eu estou aqui.
E.s.p.e.r.a.n.d.o.

Mas não é fácil... não é fácil.... é estranho...

2005/08/12

Despedida a um amigo.


Luis Lobo Henrique - Vôo 15

É triste ter que se despedir de alguém sem olhar nos olhos. E receber notícias repentinas tb. A vida tem das suas. As coisas não aconteceram como previstas, e hoje um amigo me avisou que está de partida para Aracaju terça ou quarta. E que talvez eu não tenha a chance de me despedir pessoalmente.

É triste não poder se despedir. É triste perder alguém assim. E é mais triste quando a vida te traz essas surpresas que não são bem-vindas. Mas ele sempre vai continuar sendo aquele homem por fora, porém um pequeno menino que cabe na palma da minha mão.
Sensível e que precisa ser tratado com cuidado.

Ser especial não é para todos. E você é para mim.
Rafael. Coração. Meu amigo.

Mas ele vai ser feliz. Ele me prometeu...


:/

2005/08/07

A realidade que eu não queria encarar/dia inexplicado


By Leite de creme

Eu entendo que a gente não pode esperar tantas coisas assim das pessoas. Mas eu não entendo o que faz o meu coração silenciar tanto assim... Eu entendo a minha ignorância. Mas não essa indecisão estampada na cara...

E os meus olhos aqui, cheinhos de lágrimas. Mas nenhuma ousa cair.
.
.
.
As minhas lágrimas são covardes, porque só chegaram até a beira dos olhos. E eu, tola, porque sou só mais uma romântica, que insiste em amar.

ps: essa foi a última vez que fechei os olhos para não te ver tão mais feliz sem eu... a última vez... eu prometo.

2005/07/27

Agora sim, foto de gente bonita!



- À esquerda: um banho
- À direita - no colo de quem a ama...


Analu está com quase 3 meses. Gosta muito de ficar no colo de alguém. No carrinho, ela chora. Porque é perto e junto que quer ficar, sentindo o calor de quem a quer bem.

Aí ela fica quietinha, observando e descobrindo tudo ao redor. E sorrindo para o que acha que vale a pena...

Sorrir e, ainda que chorando de fome (de leite, de amor, de carinho), ficar quietinha, e esquecer um pouco isso tudo, no colo de quem me ama.

É isso. Quero ser como ela. Quando crescer. :)

2005/07/20

{[(eu)]}


Elaine(Esquerda) e Eu

- Tem gente que não me conhecia... ainda.

- Tudo igual. Só que diferente.

2005/07/13

Minha mãe, paixão e mentiras

Quando eu me apaixonei pela primeira vez, e disse isso para todo mundo, minha mãe disse para eu ter cuidado e analisar se o sentimento partia da outra pessoa também. Eu dizia que sim. Que dessa vez tinha encontrado quem eu sempre procurei. E ela me perguntava se estava indo mesmo com cuidado. Eu dizia que sim.

E foram-se os dias...

Quando não deu certo, quando não agi com tanto cuidado, fui falar de novo com minha mãe. Acho que ela sabia que eu não estava indo com cuidado, mas também sabia que eu tinha que aprender sozinha.

Ela disse que era assim mesmo. Que já havia se apaixonado por alguém e, quando também não tinha dado certo, ela pensou que nunca iria se apaixonar de novo. Mas que o tempo passou e ela se apaixonou. Perdidamente...

Sei lá. Hoje eu posso até pensar que nunca mais vou me apaixonar. Ser capaz disso. Mas eu acredito na minha mãe.

Ela nunca mentiu pra mim.

2005/07/06

Perder-se


Carlos Gomes - Fingertips

O que não pode acontecer é perder-se nas mãos do destino, desligando-se da mansidão do tempo que nos embala. Não devem haver motivos que me convençam ser melhor ouvir lembranças, saudades, passados, para deixar de viver olhando além. Não digo que não devam ser tratadas com o devido valor, mas não podem nortear perspectivas. Afinal, de que vale o grito de uma saudade não saciada? E a momentaneidade de um sentimento não correspondido? Tudo isso te leva a olhar para os lados, ou para trás. E pra quê?!

Prefiro continuar, simplesmente, acreditando serem essas mãos, as que me mostrarão as paisagens mais belas... e o amor.
nada como o. Tempo. para nos encaminhar ao. Destino.

E eu não quero.
Eu não posso me perder...

2005/06/29

Do brincar de ilusões


Amanda Keeys - Balance

Pensar que a simples vontade, ressurgida de onde menos espero, de destatuar algum nome de minha pele, ou passar a desconhecer o toque me são suficientes, é distante da real mudança que isso me traria. Reconheço a miudez que minhas vontades têm nessa imensidão. Assim como passo despercebida diante de olhos que mais parecem fechados. E braços cruzados para sentir-me. Mas isso foi sempre assim, eu que me fazia de cega, ou não quisesse ver isso naqueles instantes, talvez...

Tudo bastante pequeno se foco nos momentos de agora, ou tempos atrás. Mas o crescimento que todas as pequeninas indiferenças e faltas me trouxeram, no sentido de valorizar-se, obriga-me a avistar, consentidamente, não um coração crescido, mas apenas uma criança cansada de brincar desses jogos de ilusões, que só machucam.

2005/06/22

Da chuva


Berenice Kauffman - Caminhando no nevoeiro

Deve existir algum momento na vida que as coisas começam a ter sentido. E você passa a entender que essa tempestade não é para sempre, e os dias ensolarados não tão sufocantes. Aí, começa a insistir que estar sozinho é um simples momento de introspecção apaziguadora. E que talvez seja melhor assim. Pra todo mundo. E percebe que as noites estão mais longas. E se pergunta por que tudo é mais frio quando falta companhia...
Momento esse em que abdicamos de tudo o que nos impede liberdade e pensamentos além das pequenas coisas, e passamos a enxergar belezas inesperadas.
Que nos confortam.

Afinal, qual é o momento certo para abrigar-se de uma chuva forte e admira-la como breve, e não eterna?

2005/06/17

De.se.jo.


Thaline - Laço

Prefiro então sufocar o que de mim se esvai aos pouquinhos. E o que dilacera essas inquietudes. E, já que o destino resolveu ser assim, prefiro calar e esperar que se refaçam as horas perdidas, e os cacos recolocados nos seus devidos lugares.
Tempo. para saciar o meu. Desejo.

De
Tem
Se
Po
Jo
.

2005/06/12

Da busca


Thaline - Waiting-for

Busco encontrar alguém que me faça feliz
Não quero mais acordar e ver o mundo desse jeito

Busco encontrar alguém que me faça feliz
Não quero mais acordar e ver o mundo desse jeito

Não quero mais pensar que continua do mesmo jeito
Eu quero pensar, que poderia ser de outro jeito...
...

Oficina G3 – Tua voz

Pra quem já encontrou... abraços, carinhos e beijinhos sem ter fim! ;)

2005/06/02

Do pensar


Luana Bernardo - Tu

E eu, que vou tentando juntar pedaços dos desejos, encontrar um norte nas entrelinhas de um passado indiferente e um presente inerte, me estilhaço quando idealizo algo ainda distante da minha realidade. É que o querer, aliado a um sentimento de impotência, acaba por tornar supérfluas qualquer atitude, e oblíquas as tentativas de ver além. Não sei, portanto, se chamo apenas de silêncio esse tanto de vazio que veio habitar em mim quando resolvi refutar as momentaneidades que me cercavam, e os desejos que não eram recíprocos...

Sento, então, numa cadeira qualquer, limitando-me a ler um punhado de letras. Ou apenas descanso no aconchego dos braços. E, na tentativa vã de fugir da solidão, torno-me escrava, cativa do meu próprio pensamento.

2005/05/28

Do pouco


Marília Campos

Porque as coisas têm que ser vividas dando-se um passo de cada vez. As momentaneidades de nada me servem. O que acrescentam palavras doces agora, quando precisei delas realmente semana passada? E essa mão que me afaga durante minutos, horas, quando penso em permanências? O limiar de um sentimento novo e indeciso que brota, é abafado por breviedades. E isso é muito fácil, e eu nunca gostei do que é fácil. O beijo de agora não deveria ser visto como apenas um lapso de saudade...
Quando adivinho algum nome ou olhos no espelho do meu coração, é porque penso na seriedade e na realização de tudo o que um dia foi idealizado e que, enquanto presa a lágrimas e mágoas, não permiti que se tornasse realidade.
O adeus sem saber se tem volta não me faz bem.
E a saudade infinita que não é saciada também não.
E eu não vivo de pouquinhos.

Acho que é isso.

2005/05/15

Outro Ângulo


Erik Reis - Gota de Orvalho

O que acontece é que muitas vezes tentamos encarar as coisas de um ângulo menos racional, menos egocêntrico. A verdade é que o calor de um abraço bem dado, acompanhado de uma palavra doce ao ouvido, não pode ser tão distante, a ponto de nos fazer enlouquecer. Perdemos-nos num tempo que não espera e que, a cada dia, revela mais um pouco das pessoas que nos cercam. Às vezes a ausência de atitudes é apenas uma forma de não demonstrar o que realmente queremos, como se não quiséssemos nos machucar ainda mais.

A busca por um horizonte menos incerto e a vontade, que chega a ser incontida, de voar abraçada com o amor, me levam à beira de um trampolim de dúvidas e ausências. Cansada de ouvir meias verdades, fecho os olhos e, ensaiando um sorriso nos lábios, transbordo em idealizações. Salto e, ainda de mãos dadas como sonho, espero por algo que ao menos tangencie as linhas de meu intrínseco desejo.

2005/05/12

Minha sobrinha




Oi pessoal, essa é minha sobrinha. Nasceu dia 9/05 e é uma linda, né? Algumas fotos dela para vcs. Eu tbm acho essa chupeta um pouco grande, mas fazer o quê. Ng quer mais saber de mim, nem me ouvem mais. :P

Digam todos: OI Ana Luisa!

2005/05/05

Durante a noite


Policarpo - Nu

Virou-se e pôde ver a luz da lua revelando-lhe a calma de um céu que, apesar da escuridão, tem a companhia das estrelas. Percebeu que a ausência de atitudes, ou a escassez de pensamentos encorajadores norteiam o caminhar do seu sentir impotente. Estende então as mãos e pode, por quase um segundo, tocar o silêncio de noites confusas, vagas...
Conforma-se e volta a cerrar os olhos, indagando o motivo pelo qual obrigou-se a digerir esperas e interrogações.

2005/05/01

Aventurar-se

"Não brinquemos com o amor, e não deixemos ninguém pensar que estamos interessados nele quando não temos a menor intenção de ter com ele um relacionamento. Não usemos o namoro como forma de diversão. Algumas pessoas buscam o amor porque desejam uma aventura. Se você é assim, vá ao playcenter e dê uma volta na montanha russa."

David Park

É isso.