2009/12/31
2009/10/31
2009/09/11
2009/05/30
Entre o coração e eu

2009/04/24
O mar e as pegadas
2009/03/28
O mar e as palavras
2009/02/27
Sorrisos

Em algum momento de um caminho difícil, a vida sorri. E ela o faz quando menos se espera, quando estamos talvez focados em tantos outros objetivos, que esquecemos de parar um pouco e olhá-la. E, ao permitir fazê-lo, ainda que com lágrimas nos olhos pelas feridas que o tempo causou, ela ainda sim sorri, querendo estar perto, junto, como lua cheia que, completa, deseja saciar-nos. E, mesmo que não devolvamos essa pureza, ela continua a acreditar: dentro de nós existem ainda aqueles mesmos olhos largos que, quando gargalham, miúdos ficam. Aqueles mesmos dentes escondidos que, quando se mostram, colorem tudo em volta. A vida acredita sim, ainda que não percebamos, em meio a confusões de sentimentos e lutas...
E quando a gente se permite contemplar, sem graça e encantados, essa ternura singela de seu sorriso largo, chegamos até a esquecer, por um átimo de tempo, de tudo o que um dia já doeu.
2009/01/22
Sobre o Seguir
Depois que a gente resolve simplesmente seguir a despeito do que nos causaram, ou do que causamos a nós mesmos quando afogamos nossos sonhos e esperanças naquele lamaçal de solidão ou de mágoa por algo que não se esperava, ficamos à mercê de tanta coisa... Depois então de sonhar, e acordar, e nada ter mudado, e sonhar de novo, até se sentir cansado e não querer mais sonhar, ficamos apáticos, anestesiados, emudecidos diante do mundo. Nada disso deve terminar assim, bem sabemos, mas, mesmo depois de se enxugar lágrimas, surpreender-se com a vontade de sonhar um novo sonho, diferente, mágico, único, re-ver algumas coisas de forma diferente, desejar ser maior, mudar, amadurecer, fica sempre uma pergunta latejando na mente, na alma, no coração: será que a vida esqueceu do que eu espero dela?
Tomara que não.
2009/01/11
|Momentos|
Existem momentos em que deveríamos calar as vozes de fora, de dentro, e permitir que apenas o coração se comunique, ainda que ele escolha silenciar. Esses são presságios de tempo que por si só bastam. Bastam-se. Se bastam. A si.
E eu fico tentando tocá-los, possuí-los, como se entre nós não houvessem mais fronteiras, mais todas essas limitações de amplidão e prenúncios de algo escondido, como um sorriso ou uma lágrima fugidia... Mas ele escolhe não silenciar, mais uma vez. Prefere permanecer nessa arritmia de oras gritar, oras balbuciar, oras sorrir ou oras simplesmente se esquecer de mim. De nós...
Mas eu vivo cada um desses momentos, e sorrio a cada movimento que brota do peito, porque sei que esse é o tempo eterno que dura o suficiente para não se perder em mim. E se fixa na tênue linha da paixão e do medo, para depois esmaecer de mim, como o breve instante de um suspiro ainda inacabado de saudade.